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Danza la enamorada con sus ropas de coral

Danza la enamorada con sus ropas de coral

L’art de la rue nait dans la révolte mais n’engendre pas de révolution.

L’art de la rue est avant tout une réappropriation car la ville en découpant l’espace, faisant proliférer les cellules privées, les isolent de ses murs, un récif de corail blanchi.

En redonnant des couleurs à la ville, en la couvrant d’inscriptions qui n’ont pas d’autre ambition que de dire le nom et l’arracher à l’oubli, c’est la vie qui reprend sur le test social. Non plus l’ordre que les pouvoirs imposent, mais celui qui sourd de ses millions de cellules.

Ce beau projet ne vise pas à renverser l’ordre établi mais à le contester, le subvertir assurément. Dans cette guérilla, la technique, le geste et le message se combinent selon des formules sans cesse renouvelées, et l’enjeu véritable se situe moins sur les murs et le marquage du territoire, que dans la reconnaissance. Le territoire ultime est la conquête des institutions, les expositions et les musées, l’école aussi. C’est la bataille de la légitimité.

Qu’Emma, Pauline et Selma gagne un 18 sur 20 au bac en traitant de l’art de la rue ( On lira leur travail ici : STREET ART), est sans doute le signe que la victoire est proche, et que le corail de la ville va bientôt refleurir. C’est de cette bataille dont elles parlent.

A Arte de Rua nasceu na revolta,  mas não cria revolução.

A arte de rua é antes de tudo uma reapropriação da cidade recortando o espaço, multiplicando as células privadas, os isolamentos de seus muros, um recife de coral esbranquiçado.

Dando novamente cores a cidade, cobrindo de inscrições que não tem outra ambição senão a de dizer o nome e arrancar do esquecimento, é a vida que recomeça sobre o contexto social.Não mais a ordem imposta pelo poder, mas aquela gritada por milhões de células.

Esse belo projeto não visa a reverter a ordem estabelecida, mas somente a contesta-la, a subverter seguramente. Nessa guerrilha, a técnica, o gesto e a mensagem se combinam segundo formulas que se renovam sem parar, e a verdadeira questão se situa menos nas paredes e na demarcação do territorio, do que no reconhecimento. O ultimo territorio é a conquista das instituições, as exposições e os museus.E a escola também. Eis a batalha da legitimidade.

Emma, Pauline e Selma tiveram nota 18 (numa escala de 0 a 20) na conclusão de curso colegial,  tratando da Arte de Rua (leia se o trabalho aqui STREET ART) e sem duvida o sinal de que a vitoria esta proxima é que o coral da cidade vai logo reflorescer. Dessa batalha que elas falam.

Crew – Minhocão – ck-juin/10

Um prazer  que o jornal O Estado de São Paulo – caderno Metropole acaba de descobrir é que o feio urbano também pode hospedar belezas, e somos gratos pelo espaço dedicado.

Fica a questão:  é necessario destruir o elevado e machucar de novo seus vizinhos?

Nesse nosso blog pegamos a cidade como ela é. Encontrando no museu o que poucas pessoas pensam, na beleza crua, belezas fortes, que somente um olhar de passante  pode  surpreender, nos encontramos a beleza onde ela esta, em tudo, onde mulheres e homens vivem. E continuaremos.

Se politicos decidem refazer erros, e  acrescentar outros erros, esse museu sera um testemunho de um momento de historia de São Paulo, de um pedaço apertado entre o arrogante Higienopolis, a esperta Santa Cecilia e seus  transbordamentos da Cracolandia, e a popular Lapa. Uma historia de rua que faz da arte quando ninguém pede. Se nada passa, continuaremos mostrando a historia  de um lugar que cruza a riqueza e a pobreza, encontrando nas artes as  forças de sua grandeza. Mercados, escolas, boites e botecos, algumas padarias e açougues, onibus e metro, os muros.

Os muros; as pinturas, uma palavra. Palavra da rua e seus habitantes.

……..

Quel plaisir le journal  O Estado de São Paulo – caderno Metropole vient de réaliser que l’horreur architecturale peut héberger des beautés urbaines, et nous le remercions de lui avoir prêter une belle attention. Un débat est ouvert, faut-il détruire l’elevador et blesser à nouveau ses voisins?

Dans ce blog nous avons pris la ville telle qu’elle est. Trouvant dans ce musée que personne n’a pensé des beautés crues, des beautés fortes, que seul le regards des passants pouvait saisir, nous avons trouvé la beauté là où elle est : partout où des femmes et des hommes vivent. Et nous continuerons.

Si les politiques décident de revenir sur leurs erreurs, et d’ajouter d’autres erreurs, ce musée se fera le témoin d’un moment de l’histoire de Sao Paulo, d’un quartier coincé entre l’arrogante higienopolis, la sage Santa cecilia, les débordements de Crackolandia, et le populaire de Lappa. Une histoire de la rue qui fait de l’art quand personne ne le demande. Si rien ne se fait, nous continuerons à raconter l’histoire d’un quartier qui croise la richesse et la pauvreté, trouvant dans l’Art les forces de sa grandeur. Des marchés, des écoles, des boites et des botecos, quelques boulangeries et des bouchers, le bus et le métro, des murs. Les murs. Des peintures, une parole. Celle de la rue et des ses habitants.

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