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Um prazer  que o jornal O Estado de São Paulo – caderno Metropole acaba de descobrir é que o feio urbano também pode hospedar belezas, e somos gratos pelo espaço dedicado.

Fica a questão:  é necessario destruir o elevado e machucar de novo seus vizinhos?

Nesse nosso blog pegamos a cidade como ela é. Encontrando no museu o que poucas pessoas pensam, na beleza crua, belezas fortes, que somente um olhar de passante  pode  surpreender, nos encontramos a beleza onde ela esta, em tudo, onde mulheres e homens vivem. E continuaremos.

Se politicos decidem refazer erros, e  acrescentar outros erros, esse museu sera um testemunho de um momento de historia de São Paulo, de um pedaço apertado entre o arrogante Higienopolis, a esperta Santa Cecilia e seus  transbordamentos da Cracolandia, e a popular Lapa. Uma historia de rua que faz da arte quando ninguém pede. Se nada passa, continuaremos mostrando a historia  de um lugar que cruza a riqueza e a pobreza, encontrando nas artes as  forças de sua grandeza. Mercados, escolas, boites e botecos, algumas padarias e açougues, onibus e metro, os muros.

Os muros; as pinturas, uma palavra. Palavra da rua e seus habitantes.

……..

Quel plaisir le journal  O Estado de São Paulo – caderno Metropole vient de réaliser que l’horreur architecturale peut héberger des beautés urbaines, et nous le remercions de lui avoir prêter une belle attention. Un débat est ouvert, faut-il détruire l’elevador et blesser à nouveau ses voisins?

Dans ce blog nous avons pris la ville telle qu’elle est. Trouvant dans ce musée que personne n’a pensé des beautés crues, des beautés fortes, que seul le regards des passants pouvait saisir, nous avons trouvé la beauté là où elle est : partout où des femmes et des hommes vivent. Et nous continuerons.

Si les politiques décident de revenir sur leurs erreurs, et d’ajouter d’autres erreurs, ce musée se fera le témoin d’un moment de l’histoire de Sao Paulo, d’un quartier coincé entre l’arrogante higienopolis, la sage Santa cecilia, les débordements de Crackolandia, et le populaire de Lappa. Une histoire de la rue qui fait de l’art quand personne ne le demande. Si rien ne se fait, nous continuerons à raconter l’histoire d’un quartier qui croise la richesse et la pauvreté, trouvant dans l’Art les forces de sa grandeur. Des marchés, des écoles, des boites et des botecos, quelques boulangeries et des bouchers, le bus et le métro, des murs. Les murs. Des peintures, une parole. Celle de la rue et des ses habitants.

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One Comment

  1. Jardim Suspenso para a nossa Babilônia

    Por Adriana Carvalho

    O Minhocão é feio, não é mesmo? Tanto lixo espalhado embaixo dele… O Minhocão é barulhento, não é mesmo? Coitado de quem mora por ali. E dá até medo passar naquela região. Tem mendigo morando embaixo do enorme viaduto, o policiamento é pouco, a iluminação à noite é deficiente em alguns pontos. Para quem tem essa imagem do Minhocão, parece mesmo que a única solução possível para exterminar esse aparente cancro da cidade é colocá-lo abaixo. O prefeito diz que depois de demoli-lo quer fazer túneis para que os carros desapareçam da nossa vista e ouvidos. E aponta como conseqüência direta o aquecimento do mercado imobiliário e a revitalização do local. Não somos arquitetos, não somos urbanistas, mas sabemos nos questionar sobre esse assunto. Vamos imaginar que já estamos entrando nos anos 2030, que é quando o projeto talvez já esteja concluído, já que os especialistas acreditam que entre o prefeito conseguir a aprovar sua ideia e ela de fato entrar em execução haverá a demora de uns bons quinze anos. Isso se tudo não acabar em pizza mais uma vez já que, fala sério, essa conversa de demolir o Minhocão não é exatamente nova. Bom, então estamos em 2030, os carros passam sobre nossos pés, provavelmente agora temos mais iluminação e mais policiamento porque afinal, nosso bairro ficou chic e um apartamento aqui agora custa uma fortuna. Mas será que na mistura do cimento e asfalto novos foram adicionados também algumas toneladas de educação por parte dos moradores, além de responsabilidade por parte do poder público para garantir que teremos ruas mais limpas? E os mendigos? O que foi feito deles? Escondemos novamente debaixo do tapete da cidade essas pessoas que nos incomodam e enojam, obrigando-os a migrar para os bairros menos valorizados ou os incluímos nesse projeto de revitalização, arranjando alguma alternativa para tirá-los dessa situação de exclusão social? E quantos equipamentos de lazer, de acesso gratuito, foram construídos nesse período para substituir o enorme calçadão em que o Minhocão se transformava quando estava fechado para o trânsito dos carros? E agora, vamos falar também de dinheiro. Vamos abrir as planilhas e verificar quanto custou botar abaixo o viaduto e esburacar a cidade para fazer túneis. E então vamos analisar: em tempos em que a reciclagem é tão valorizada, porque não pensamos em uma solução de reciclagem urbana, que custe menos aos cofres públicos? Uma solução que aproveite a estrutura do viaduto, pelo qual o cidadão contribuinte pagou com seus impostos nos anos 70, quando o Minhocão foi construído. Ao invés de ser demolido, será que ele não poderia ser fechado definitivamente para o trânsito e transformado em um grande jardim suspenso para nossa Babilônia paulista que carece tanto de verde e espaços ao ar livre para o lazer? E quem sabe o dinheiro que seria gasto na demolição e construção de túneis pudesse ser investido em alternativas para o trânsito. Quem sabe uma parceria entre a prefeitura e o governo do estado para abrir mais estações de metrô, investir em linhas de trens mais modernas e seguras, criar ciclovias, aumentar a frota de transporte público movido a gás natural ou eletricidade, colocar em execução projetos que nos façam depender menos dos carros? Enfim, são perguntas lançadas para refletir sobre finais melhores, mais baratos e que transformem de fato a paisagem do Minhocão e a vida de quem vive em torno dele.


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