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O Minhocão começa a se transformar  em um verdadeiro espaço cultural, mesmo se ninguém planejou esse destino a ele. Seus criadores imaginavam tal evolução?
Bastou pra convencer, escutar os primeiros minutos do filme Elevado 3.5 e os discursos modernizados de sua inauguração – um modernismo instrumental e funcional.
E a resposta é não. Eles não poderiam prever isso.

No final da tarde de ontem, num calor de noite de outono, os moradores vizinhos e um grupo de amantes vieram descobrir e olhar na quietude toda familiar dessa bela noite, o retrato que foi feito deles, de suas vidas e de um local construido sobre uma ferida. A perfeição de seu retrato e suas palavras em toda a largura das quatro vias, e a todas as janelas com rostos discretos que tinham olhos para a tela.

Nesse lugar, o canyon do Minhocão se transformou num magnifico anfiteatro – seus organizadores escolheram bem o ligeiro declive da avenida, perfeito para o espetaculo. Tinha alguma coisa de forte, de doce, e de belo, na luz amarela da iluminação publica e da tela azul, esse lindo espelho, atravessando a avenida.

Essa coisa monstruosa, onde a concepção nunca imaginou ser habitada por uma outra arte que senão a eficacia, se transformou num assunto inteiramente a parte, o objeto e o suporte de obras de arte.
O Elevado, ele mesmo não o é, pra que seja, é necessario uma renovação radical.. Mas sua presença, e a apropriação pelos habitantes, pelos grafiteiros e hoje pelos cineastas faz do Minhocão de agora em diante, o berço da cultura urbana.
Em outro momento, voltaremos sobre o filme, que deu ao Minhocão uma certa musica.
E que ontem tinha uma ressonancia, entre a humanidade do filme e a de seu publico.

Le Minhocão devient un véritable espace culturel, même si personne n’en a planifié ce destin. Ses créateurs s’attendait-il à une telle évolution?

Il suffit pour s’en convaincre d’écouter les premières minutes du film elevado3.5 et les discours modernisateurs de son inauguration – un modernisme instrumental et fonctionnel. Et la réponse est non. Ils ne pouvaient prévoir cela.
Hier soir, dans la douce chaleur d’une nuit d’automne, les riverains et une petite foule d’amateurs sont venu découvrir et regarder dans la quiétude toute familiale de cette belle soirée, le portrait qu’on a fait d’eux, de leurs vies et d’un quartier construit sur une blessure. La perfection du son portait leur parole sur toute la longueur de la quadruple voie, et à de nombreuses fenêtres des visages discrets portaient leur yeux à l’écran. En cet endroit, le canyon du Minhocão est devenu un magnifique amphithéâtre – ses organisateurs ont bien vu à cet endroit la légère déclivité de la route, parfaite pour le spectacle. Il y avait quelques chose de grave, de doux, et de beau, dans la lumière jaune de l’éclairage public et cet écran bleu, ce beau miroir, en travers.

Cette chose monstrueuse, dont la conception n’a jamais envisagé d’être habitée par un autre art que celui de l’efficacité, est ainsi devenue un sujet à part entière, l’objet et le support d’œuvres d’art. L’elevador, lui-même n’en est pas une, il en faudrait une radicale rénovation, pour le devenir. Mais sa présence, et son appropriation par les habitants, les graffitis, aujourd’hui les cinéastes en font désormais le berceau d’une culture urbaine.

Nous reviendrons plus tard sur le film, qui donne au quartier une certaine musique, ajoutons simplement qu’hier soir il y avait une juste résonance, entre l’humanité du film et celle de son public.

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