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Em meio a tanta fumaça, barulho dos carros e passantes que entram e saem dos transportes incessantemente numa corrida contra o tempo, como se o agora fosse o ultimo momento, existe o comércio que gira em torno do Minhocão.

A padaria Palmeiras, por exemplo, uma das mais antigas da cidade, que dentre as diversas especialidades deliciosas, ha anos fornece a pizza aos pedaços, o que faz dela um ponto de encontro fundamental aos paulistanos do centro num final de sexta-feira.

Existem as lojas do vende tudo, claro, os chineses, a quantidade imensa de lojas de consertos de eletrodomésticos, os sebos, roupas, livros, moveis usados, enfim, uma infinidade sem fim nesses 3km e pouco que cortam a cidade levando e trazendo pessoas a vários  pontos da cidade.

Mas existem os bares, tipicamente paulistanos, desses que a gente só entra de vez em quando pra comprar um cigarro, sem prestar atenção nos olhos de quem os frequenta.

Vivendo ao lado do Minhocão durante tantos anos, a gente vai descobrindo a particularidade desses bares. Alguns promovem até mesmo shows de forro nos finais de semana, shows gratuitos, que na sua simplicidade, conseguem fazer um publico imenso que se espreme entre suor e cervejas pelas noites adentro…

Outros, mais tranquilos, fornecem o básico dos bares.

Porém, o básico às vezes, faz a diferença.

E esse que frequentamos todos os dias, esse que fica em baixo do prédio, é muito simpático, sua localização não poderia ser a melhor: ele é o divisor das ruas Rosa e Silva e a pequena e quase desconhecida Azevedo Marques, é também o divisor das « águas » por assim dizer, pois é nele que se dividem os bairros, Barra funda, Santa Cecília e Higienopolis. Intitulado « Flor da Rosa e Silva », é tão simpático por ser tão pequeno e tão bem frequentado. Logo de manhã, se sente a mistura de odores do café com o feijão que já se prepara para o almoço que sera servido para os homens que fazem crescer a cidade ainda mais, na construção de mais e mais edifícios que aos poucos, sem que se perceba, mudam em meses o visual do bairro. Por volta de 60 refeições servidas entre 11h e meio dia…

No final da tarde, se inicia um outro trabalho para outros frequentadores: os da cerveja, a pinga e o churrasquinho!

E nesse momento entra em cena o D’jas Grill, o senhor do churrasquinho, que em parceria com o bar, monta seu restaurante na calçada.

Tudo na mais simples montagem, se transforma num happy hour incrível. Cadeiras na calçada, gente que vai e vem, carros que se encostam, executivos e moradores a saborear seus espetinhos e a cerveja gelada. O ponto de encontro de pessoas que não estão preocupadas com o luxo de higienopolis, mas sim, simplesmente ver a vida passar num momento agradável e relaxante do centro da cidade.

Vale a pena um pit stop!

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