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E se houvesse uma forma licita de se vender dvd’s e cd’s?

Vejo essa possibilidade aqui no Minhocão.. Aqui tem o falso, tem ilicito, tem gente que vive disso!

Conheço uma familia inteira, em que a mãe com seus tres filhos sustenta a casa com o dinheiro que vem dos cd’s e dvd’s vendidos no minhocão.

A mulher é guerreira, os filhos,  criados aqui e ali, ao som do rap, num canto da Marechal completam as vendas com as balas e outras guloseimas que a gente devora numa larica…

Essa familia, abandonada pelo pai, é batalhadora, trabalhadora.

Logo cedo, em frente ao Metro Marechal, estão na luta, voltam pra casa na noite, depois das 8.

Essa é uma outra particularidade do Minhocão, vende-se de tudo, nos cantos e calçadas, alias, como em toda São Paulo. E, convenhamos, vende, porque todo mundo compra.

Então me pergunto: por que a industria fonografica e cinematografica, que tanto perdem com esse mercado negro, não propõem uma forma de venda mais barata, que substitua o proibido vendido por estes ambulantes? Eles so tem a perder com isso. O vendedor ambulante é vendedor, pra ele tanto faz, precisa sobreviver.

O que estou tentando dizer, é que as coisas podem ser diferentes, falo somente de uma avenida debaixo do elevado, mas isso é no Brasil inteiro, então por que não montar uma forma mais digna de trabalho pra essas pessoas?

E tem as bijoux, e tem os vendedores de frutas, que por sinal, vendem por um preço bem mais baixo que nos mercados, e tem aquele cara que vende antenas… Fico imaginando o quanto ele ganha por dia!!!

As frutas são boas. Todas elas, de abacaxi a umbu.  O cara do carrinho da mandioca, é da boa, eu compro!

O alho é dos melhores.

Pois é, no minhocão tem.

E então, quase todos os dias eles vivem na correria, no medo, porque, claro, são os fora da lei, e a prefeitura manda levar tudo…

Aloo, prefeitura! Que tal organizar um mercado legal aqui debaixo? Mas dando chance pra essas pessoas. Um mercado organizado, com qualidade.

Então, poderiamos fazer do Minhocão, o mercado-arte, com participação dos meninos do grafite, e deixar de lado esse branco acinzentado desse lado da cidade que nos foi imposto, trazendo de volta nossas calçadas e o colorido de se ver e viver.

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