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Category Archives: Expo

Em 16 de dezembro, aconteceu em Paris, no espaço FLAQ, a vernissage da exposição de Eric Marechal, mais conhecido com o nome de Urbanhearts, o colador intercontinental e inventor do Street art without borders. O Minhocão aproveitou assim desse periodo branco para se expor a dois passos de Beaubourg!

Eric é familiar no Minhocão, onde regularente ele cola obras de artistas de Paris e de outras cidades, e os passantes ficariam bastante surpresos em saber que sobre as pilastras do minhocão, nem sempre são os grafiteiros paulistanos que o fazem. Pra dizer a verdade, o Minhocão é certamente um dos melhores lugares para se fazer um negocio importação-exportação! Quando de manhã e a noite os automobilistas se apressam e avançam a pequenos passos pra chegar em seus escritorios e depois em seus apartamentos, embaixo, como um demiurgo Eric faz circular os continentes.

Bela empresa essa circulação de arte, que conecta uma rua de Londres a uma outra de Johannesburgo, as avenidas de São Paulo, aos boulevards de Teheran. A cidade é o mundo, um mundo e de metros secretos que passam pelo coração da terra para fazer surgir sobre um muro o gaz de fuga de imagens de outros lugares. Os indios de Cranio percorrem assim as ruas de Paris.

Os artistas de rua são grandes caminhantes, se suas obras se penduram ao muro pour um momento sempre muito breve, até que a chuva destrua e que os funcionarios as cubram de um cinza municipal, é a corrida incessante que as mantém em vida. Desse ponto de vista, a arte de rua é uma arte natural, de sementes imaginarias semeadas aqui e la, nozes que vão arborizar ilhas lontanas, por sorte, em terras férteis, nascem assim em oasis de cores. Eric é um inseminador: nos bagageiros dos aviões que levam, as colagens que ele transporta são como o polem de um grande beija-flor.

Le 16 décembre avait lieu à Paris à l’espace FLAQ, le vernissage de l’exposition d’Eric Maréchal mieux connu sous le nom de UrbanHearts, le colleur intercontinental et inventeur de Street art without borders. Le minhocao profite ainsi de sa période blanche pour s’exposer à deux pas de Beaubourg!

Eric est un familier du Minhocao où régulièrement il colle des oeuvres de Paris et d’ailleurs, et le passant serait bien étonné de savoir que sur les pilastres ce ne sont pas toujours les graffiteurs paulistano qui officient. A vrai dire, c’est très certainement un des meilleurs endroits pour une telle entreprise d’import-export! Quand au-dessus matin et soir les automobilistes se pressent et avancent à petit pas pour rejoindre leurs bureau puis leurs appartements, dessous tel un démiurge Eric fait circuler des continents.

Belle entreprise que cette circulation de l’art qui branche une rue de Londres à une autre de Johannesburg, l’Avenida de Sao Paulo aux boulevards de Téhéran. La ville est le monde, un monde et des métros secrets passent par le coeur de la terre pour faire surgir sur un mur entre les gaz d’échappement des images d’ailleurs. Les indiens de Cranio parcourent ainsi les rues de Paris.

Les artistes de la rue sont de grands marcheurs, si leurs œuvres s’accrochent au mur pour un moment toujours trop bref, jusqu’à ce que la pluie les arrachent et que les employés les recouvrent d’une grisaille municipale, c’est leur course incessante qui les maintient en vie. De ce point de vue, l’art de rue est un art naturel, des graines d’imaginaires semées ici et là, des noix de coco qui vont arborer des iles lointaines, au hasard de terres fertiles, naissent ainsi des oasis de couleurs. Eric est un inséminateur : dans les soutes des avions qui l’emmènent, les affiches qu’il transporte sont comme le pollen dans un grand colibri.

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Manchetes em jornais desta bienal, o alvo foi o pixo, mais uma vez.

O pixo foi oficialmente convidado e participa desta bienal com classe, o que lhe é de direito,  considerado uma arte urbana. Pixo é pixo e tem que fazer parte. Pronto!

Não se sabe quem, nem como conseguiu, numa manobra excelente passando pelos vigias e cameras, (assim como é peculiar destes artistas do pixo,  manifestar-se  de forma perigosa nos altos dos arranha-céus da metropole e lugares nunca dantes visitados) foi la e fez:

“Liberte os urubu”.

Ora, partiram pra cima do Pixo. Deixa o Pixo pixar!!

Me pergunto, onde anda a sensibilidade do artista ao fazer uso dos animais?

No que isso vai aumentar o valor de sua arte?

A bienal de arte, no meu entender, é uma proposta para mostrar novas formas de arte, novos artistas e suas tendencias.

Defitivamente, o pixo cumpriu a sua parte  E somente hoje, uma semana depois, leio a noticia que o ibama vai libertar os bichinhos…

A vitrine aberta do grafite paulistano aos poucos vem se transformando.

Notamos que os pilares estão completamente degradados pelas intempéries, e por vandalos, que por puro prazer e desinformação, acabam por deteriorar grandes obras da arte de rua.  Claro que sabemos que sem uma proteção mais dedicada  a esta arte, seja da  informação da  parte da população e da municipalidade, a existencia destas obras é muito curta. Uma pena. Tanto que foi criado este Museu para a posteridade destes trabalhos.

No entanto, ocorre um outro fato e que nos deixa sem ação: alguém vem limpando partes de alguns grafites. Não sabemos quem, nem por que, porém de uma forma estranha de limpeza.

Pintando de beige alguns entornos das obras, sem nenhuma estética ou informação. Aquilo que acreditam não apropriado ao grafite, vem sendo eliminado, como por exemplo, certos tags, palavras ou assinaturas etc

No nosso entender, também somos a favor de uma limpeza e revitalização das obras de arte desta vitrine, porém com certos cuidados.

Sugerimos aos autores desta limpeza, que se de fato querem melhorar o visual do Minhocão, hoje tão destruido, que procurem os artistas para que retrabalhem os pilares  e revitalizem tais obras. Sem ferir  a arte da rua ou fazer do minhocão uma serpente monstruosa .

Juntos, podemos criar uma estética visual que agrade a todos e mostrar ao mundo que com a arte tudo pode se transformar. O mundo precisa, além de comida, de diversão e arte.