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Category Archives: Pixação

A gente não presta tanta atenção.

A arte dos museus, a arte das galerias, a arte é uma seleção. Mas o lugar da arte é aquele do imediato, não uma casa, mas a rua. Não um museu, mas os muros. Esses espetaculos silenciosos que os artistas fazem de suas idéias.

A arte de rua é uma arte de multidão, uma arte de equipe, uma arte de ocupação. Embaixo das pontes, sobre as cercas,os canteiros, sobre os prédios palidos, e os trens sem velocidade. As assinaturas e mensagens silenciosas, que um glifo assinado condensando o texto, uma imagem exata, um ardor caligrafico que divide o nome, esse nucleo da narrativa. Os herois.

O imaginario sobre os muros, cartazes, o ultimo homem, A tinta mistura as divisorias e imprime uma marca indelevel, uma historia percorre os bairros, migra pra longe, as palavras se enrolam em ondas dos oceanos. O museu esta na rua, remontando ruelas, endereços se juntam em vilas, un dedal de imagens que descem colinas. O album, as ligações, uma pista, um mundo se junta.

A gente não presta atenção.

A arte na rua como as formigas traçam suas colunas sobre as avenidas e nas esquinas proliferam, essa arte é livre de negociantes, e se repetindo na cidade escapa ao objeto, uma ideia pura. Uma pontuação.

Nos não prestamos atenção nas historias que escrevem os pintores da cidade.


Artista: Mauro Out/05 - Minhocão - cb-mai/09

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Nous ne sommes pas attentifs.

L’art des musées, l’art des galeries, l’art est une sélection. Mais le lieu de l’art est celui de l’immédiat, pas une maison mais la rue. Pas de musée, mais les murs. Ces spectacles silencieux que les artistes habitent de leurs idées.

L’art de la rue est un art de foule, un art d’équipe, un art d’occupation. Au-dessous des ponts, sur les palissade des chantiers, sur les immeubles blafards, et les trains sans vitesse. Des signatures et ce message silencieux, qu’un glyphe signe condensant le texte, une image exacte, une fougue calligraphique qui scande le nom, ce noyau du récit. Les héros.

L’imaginaire sur les murs, des affiches, le dernier homme, l’encre fouette les cloisons et imprime une marque indélébile, une histoire parcoure les quartiers, migre au loin, des paroles s’enroulent à l’onde des océans. Le musée est dans la rue, remontant les ruelles, des adresses rejoignent les villes, un dédale d’images dévale les collines. L’album, des liens, une piste, un monde se rejoint.

Nous ne sommes pas attentifs.

L’art dans la rue comme les fourmis trace ses colonnes sur les avenues et aux croisements prolifère, cet art est libre des marchands, et se répétant dans la ville échappe à l’objet, une pure idée.Un ponctuation.

Nous ne sommes pas attentifs aux histoires qu’écrivent les peintres de la ville.

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Para conhecer melhor o trabalho dos grafiteiros do Museu e do resto da cidade, fomos fazer uma visita ao atelier de  José Wilson Duarte de Souza, o famoso GEN.

Para nossa surpresa, o atelier fica bem do lado do Minhocão. Instalado na garagem da loja 775 Brasil, o atelier é bem  agradavel, com todas as tintas e telas a serem preparadas, telas interminadas, telas reformadas, uma verdadeira delicia de se ver.

Gen conta que sua paixão pelo desenho surgiu na escola, coisa de criança, que sempre foi da turma do “fundão” a fazer seus desenhos. Ja a paixão pelas artes, e principalmente pelo grafite, surgiu de uma forma espontanea, com amigos, na época do colegial, por informações de revista. Ainda sem internet, comprava algumas revistas  e olhava muros da cidade até conhecer um ou outro grafiteiro, foi pedindo informações, onde poderia comprar material, tipo de tinta, como pintar, etc.

Naquela época, por volta de  1999, não existiam muitas opções de sprays,  eram somente latex, rolinho e corante. Diz que hoje em dia é muito mais facil fazer o grafite, pois a industria da pintura evoluiu muito, com diversos tipos de latex, tipos de pressões e pinos…

Hoje Gen  vive do grafite. Trabalha tanto para aqueles que o contratam,  como expõe seus trabalhos em diversas galerias de arte no Brasil e no Mundo. Os convites aparecem sempre via internet, seus trabalhos estão expostos no Flickr e na sua pagina no Facebook.

Fora isso, não largou o habito de grafitar os muros e fazer a cidade ficar mais bela! Este ultimo, por puro prazer, pois todo o material é pago por ele.

Hoje Gen tem o apoio da 775 Brasil, que  abriu as portas para o seu atelier na garagem (lugar adoravel) e também fornece alguns materiais!

Com relação ao Pixo, a famosa pichação que para uns é uma forma de expressão e para outros um desespero, Gen relatou que adora pichação, que é a escrita do futuro, que esta manifestação cresce muito rapidamente, sabe inclusive que vai haver exposição…mas diz não saber como lidarão com o tema, pois muitos tratam a pichação um verdadeiro vandalismo e existe uma guerra forte entre pichadores e grafiteiros…

Mas Gen é claro, para ele,  a pichação é a tipografia do futuro e que inclusive é usada hoje em diversos programas da internet e designers.Palavras de Gen:

“ Linda a pichação, as letras são formas de manifestação das mais antigas”.

Quem é Gen para José Wilson: rs! Um cara bem pacato, gosta de ouvir musica e tomar uma cerveja na rua Augusta. Tem 26 anos e adora o grafite!!