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Se para alguns é proibido, para outros a proibição é apenas um obstaculo a ser vencido. Novas formas de divulgação do street art demonstram que é possivel sim desbravar o proibido, com as colagens mundo afora.

Isso vem sendo feito ha anos pela Urbanhearts, em todo o mundo com colagens dos artistas de rua, divulgação e troca de informação internacional do street art.

E eis que o Minhocão não é mais aquele, olha a cara dele… Ele renasce com colagens em grande estilo, com um personagem não menos famoso que seu criador, Mauro.

Sabe-se da importancia do grafite, sabe-se do poder da arte e do suspiro que esta arte provoca na vida urbana.

O Minhocão respirou estes ares durante toda a sua vida. Seu pulmão ainda pulsa, deixemos que ele respire seu proprio ar…

Colaboração especial, foto e agradecimento a Eric Marechal.

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Noticias vindas da Terra da Garoa, um amigo descreveu : o Minhocão é desesperadamente vazio, a repressão é grande e para as autoridades, o grafite virou um crime em lugares publicos sem autorização. Artistas estão assustados, mas não desmotivados. Produzem para particulares, exposições em galerias e outros. Sera que definitivamente o Minhocão foi criado para ser feio ?

Virando a pagina, o Museu abre o leque para outros ares, outros mundos.

France, Biarritz. Ponto de encontro de surfistas europeus, Plage de Cote des Basques.

A entrada se faz pelas 100 marches, os 100 degraus da escadaria que leva ao mar, contraste entre a beleza da natureza, as manhãs são reservadas aos passaros, ao vento fresco e a eterna beleza de ondas perfeitas de um mar aberto e esplendorosamente forte.

Os dias são finalizados pelo por do sol de um alaranjado sem nenhum pudor pela sua cor.

E a escadaria….nua, fria, concreta, polida. Nela, frequentam passantes apressados descem os degraus na euforia de chegar ao mar, ou sobem cansados e ofegantes.

Os verdadeiros habitantes dessa escadaria são os pequenos lagartos verdes que se escondem entre as plumas que florescem na temporada… Um banco aqui, outro ali, e ops, um grafite aqui , outro ali…

Entre a feiura do Minhocão e a beleza da Cote des Basques, o ponto em comum é a parede. E a parede é feita de concreto. O grafite, em suas mais variadas formas, tenta reavivar a beleza para os muros. Em qualquer muro. Permissão para troca de palavras em frase de Drummond, «  o mundo é grande e cabe no espaço de grafitar « .

 

Alguns traços, nenhuma cor, mais um rosto que passa a habitar o Minhocão.

Para muitos, um rabisco, para outros, um traço expressivo tenta mostrar  a realidade dos que ali vivem. Simples assim, quase nu e portanto cheio de vida.