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Tag Archives: Morador

Tem muita poluição, muito barulho, muita sujeira, sim. Tem muito transito, também!

De segunda a sexta, ele se transforma numa enorme serpente luminosa, como se esses 3km e pouco estivessem sempre iluminados para o natal…é o Minhocão que a maioria dos paulistanos vive no seu ir e vir diariamente de suas casas para o trabalho e vice-versa.

Felizmente, esse cenario se transforma noite adentro com o fechamento do elevado, e então os moradores do entorno, podem finalmente, digamos assim, dormir em paz.

Ocorre um fenomeno interessante: o Minhocão, aos domingos, vira palco dos

amantes dos esportes e da vida saudavel. E que, raramente, a propria Prefeitura Municipal de São Paulo organiza.

Corredores, ciclistas e outros tantos atletas de outras modalidades, tomam posse desse espaço livre e nas alturas para se exercitar tranquilamente, onde o ar, o silencio e a liberdade de estar, sem se preocupar com atropelamentos, realmente fazem a diferença.

E não existe diferença entre as pessoas, que na sua maioria, são educadas e de todas as classes, modalidades e idade.

Entre 8 e 9 da manhã, é habitual recebermos um « bom dia » do Dr. Drauzio Varella…ou mesmo ser acompanhado numa caminhada com a Sra. de 80 anos que faz seu exercicio matinal…

Turmas que treinam juntas, crianças aprendem a andar de bicicleta, senhores e senhoras fazem sua marcha, encontros para treinamento de tai-chi-chuan e tantas pessoas se deliciam do Minhocão aos domingos…

Falta o verde, é verdade, mas aqui anteriormente, ja expusemos nossa posição em relação a uma revitalização do Minhocão, para o bem-estar da população habitante desta região. O espaço existe, basta uma transformação inteligente para que todos sejam beneficiados. E então, esse bem-estar seria diario.

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No Minhocão…

Podemos recomeçar? Devemos?

Deixemos assim?

Branco, pra que te quero branco?

Triste, vazio…

E quem disse que eu quero branco? Nem beige, nem cinza, nem morto!

Em 16 de dezembro, aconteceu em Paris, no espaço FLAQ, a vernissage da exposição de Eric Marechal, mais conhecido com o nome de Urbanhearts, o colador intercontinental e inventor do Street art without borders. O Minhocão aproveitou assim desse periodo branco para se expor a dois passos de Beaubourg!

Eric é familiar no Minhocão, onde regularente ele cola obras de artistas de Paris e de outras cidades, e os passantes ficariam bastante surpresos em saber que sobre as pilastras do minhocão, nem sempre são os grafiteiros paulistanos que o fazem. Pra dizer a verdade, o Minhocão é certamente um dos melhores lugares para se fazer um negocio importação-exportação! Quando de manhã e a noite os automobilistas se apressam e avançam a pequenos passos pra chegar em seus escritorios e depois em seus apartamentos, embaixo, como um demiurgo Eric faz circular os continentes.

Bela empresa essa circulação de arte, que conecta uma rua de Londres a uma outra de Johannesburgo, as avenidas de São Paulo, aos boulevards de Teheran. A cidade é o mundo, um mundo e de metros secretos que passam pelo coração da terra para fazer surgir sobre um muro o gaz de fuga de imagens de outros lugares. Os indios de Cranio percorrem assim as ruas de Paris.

Os artistas de rua são grandes caminhantes, se suas obras se penduram ao muro pour um momento sempre muito breve, até que a chuva destrua e que os funcionarios as cubram de um cinza municipal, é a corrida incessante que as mantém em vida. Desse ponto de vista, a arte de rua é uma arte natural, de sementes imaginarias semeadas aqui e la, nozes que vão arborizar ilhas lontanas, por sorte, em terras férteis, nascem assim em oasis de cores. Eric é um inseminador: nos bagageiros dos aviões que levam, as colagens que ele transporta são como o polem de um grande beija-flor.

Le 16 décembre avait lieu à Paris à l’espace FLAQ, le vernissage de l’exposition d’Eric Maréchal mieux connu sous le nom de UrbanHearts, le colleur intercontinental et inventeur de Street art without borders. Le minhocao profite ainsi de sa période blanche pour s’exposer à deux pas de Beaubourg!

Eric est un familier du Minhocao où régulièrement il colle des oeuvres de Paris et d’ailleurs, et le passant serait bien étonné de savoir que sur les pilastres ce ne sont pas toujours les graffiteurs paulistano qui officient. A vrai dire, c’est très certainement un des meilleurs endroits pour une telle entreprise d’import-export! Quand au-dessus matin et soir les automobilistes se pressent et avancent à petit pas pour rejoindre leurs bureau puis leurs appartements, dessous tel un démiurge Eric fait circuler des continents.

Belle entreprise que cette circulation de l’art qui branche une rue de Londres à une autre de Johannesburg, l’Avenida de Sao Paulo aux boulevards de Téhéran. La ville est le monde, un monde et des métros secrets passent par le coeur de la terre pour faire surgir sur un mur entre les gaz d’échappement des images d’ailleurs. Les indiens de Cranio parcourent ainsi les rues de Paris.

Les artistes de la rue sont de grands marcheurs, si leurs œuvres s’accrochent au mur pour un moment toujours trop bref, jusqu’à ce que la pluie les arrachent et que les employés les recouvrent d’une grisaille municipale, c’est leur course incessante qui les maintient en vie. De ce point de vue, l’art de rue est un art naturel, des graines d’imaginaires semées ici et là, des noix de coco qui vont arborer des iles lointaines, au hasard de terres fertiles, naissent ainsi des oasis de couleurs. Eric est un inséminateur : dans les soutes des avions qui l’emmènent, les affiches qu’il transporte sont comme le pollen dans un grand colibri.