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Tag Archives: Pixação

Manchetes em jornais desta bienal, o alvo foi o pixo, mais uma vez.

O pixo foi oficialmente convidado e participa desta bienal com classe, o que lhe é de direito,  considerado uma arte urbana. Pixo é pixo e tem que fazer parte. Pronto!

Não se sabe quem, nem como conseguiu, numa manobra excelente passando pelos vigias e cameras, (assim como é peculiar destes artistas do pixo,  manifestar-se  de forma perigosa nos altos dos arranha-céus da metropole e lugares nunca dantes visitados) foi la e fez:

“Liberte os urubu”.

Ora, partiram pra cima do Pixo. Deixa o Pixo pixar!!

Me pergunto, onde anda a sensibilidade do artista ao fazer uso dos animais?

No que isso vai aumentar o valor de sua arte?

A bienal de arte, no meu entender, é uma proposta para mostrar novas formas de arte, novos artistas e suas tendencias.

Defitivamente, o pixo cumpriu a sua parte  E somente hoje, uma semana depois, leio a noticia que o ibama vai libertar os bichinhos…

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A gente não presta tanta atenção.

A arte dos museus, a arte das galerias, a arte é uma seleção. Mas o lugar da arte é aquele do imediato, não uma casa, mas a rua. Não um museu, mas os muros. Esses espetaculos silenciosos que os artistas fazem de suas idéias.

A arte de rua é uma arte de multidão, uma arte de equipe, uma arte de ocupação. Embaixo das pontes, sobre as cercas,os canteiros, sobre os prédios palidos, e os trens sem velocidade. As assinaturas e mensagens silenciosas, que um glifo assinado condensando o texto, uma imagem exata, um ardor caligrafico que divide o nome, esse nucleo da narrativa. Os herois.

O imaginario sobre os muros, cartazes, o ultimo homem, A tinta mistura as divisorias e imprime uma marca indelevel, uma historia percorre os bairros, migra pra longe, as palavras se enrolam em ondas dos oceanos. O museu esta na rua, remontando ruelas, endereços se juntam em vilas, un dedal de imagens que descem colinas. O album, as ligações, uma pista, um mundo se junta.

A gente não presta atenção.

A arte na rua como as formigas traçam suas colunas sobre as avenidas e nas esquinas proliferam, essa arte é livre de negociantes, e se repetindo na cidade escapa ao objeto, uma ideia pura. Uma pontuação.

Nos não prestamos atenção nas historias que escrevem os pintores da cidade.


Artista: Mauro Out/05 - Minhocão - cb-mai/09

...

Nous ne sommes pas attentifs.

L’art des musées, l’art des galeries, l’art est une sélection. Mais le lieu de l’art est celui de l’immédiat, pas une maison mais la rue. Pas de musée, mais les murs. Ces spectacles silencieux que les artistes habitent de leurs idées.

L’art de la rue est un art de foule, un art d’équipe, un art d’occupation. Au-dessous des ponts, sur les palissade des chantiers, sur les immeubles blafards, et les trains sans vitesse. Des signatures et ce message silencieux, qu’un glyphe signe condensant le texte, une image exacte, une fougue calligraphique qui scande le nom, ce noyau du récit. Les héros.

L’imaginaire sur les murs, des affiches, le dernier homme, l’encre fouette les cloisons et imprime une marque indélébile, une histoire parcoure les quartiers, migre au loin, des paroles s’enroulent à l’onde des océans. Le musée est dans la rue, remontant les ruelles, des adresses rejoignent les villes, un dédale d’images dévale les collines. L’album, des liens, une piste, un monde se rejoint.

Nous ne sommes pas attentifs.

L’art dans la rue comme les fourmis trace ses colonnes sur les avenues et aux croisements prolifère, cet art est libre des marchands, et se répétant dans la ville échappe à l’objet, une pure idée.Un ponctuation.

Nous ne sommes pas attentifs aux histoires qu’écrivent les peintres de la ville.